sábado, 26 de junho de 2010

Não sei sentir,não sei ser humano,
não sei conviver de dentro da alma triste,com os homens,meus irmãos na terra.
Não sei ser útil,mesmo sentindo ser prático,quotidiano,nítido.
Vi todas as coisas e maravilhei-me de tudo.
Mas tudo ou nada sobrou ou foi pouco,não sei qual,e eu sofri.
Eu vivi todas as emoções,todos os pensamentos,todos os gestos.
E fiquei tão triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse.
Amei e odiei como toda a gente.
Mas para toda agente isso foi normal e institivo.
Para mim sempre foi a excepção,o choque,a válvula,o espasmo.
Não sei se a vida é pouco ou demais para mim.
Não sei se sinto demais ou de menos.
Seja como for a vida,de tão interessante que é a todos os momentos,
a vida chega a doer,a enjoar,a cortar,a roçar,a ranger,
a dar vontade de dar pulos,de ficar no chão,
de sair para fora de todas as casas,
de todas as lógicas,de todas as sacadas,
e ir ser selvagem entre árvores e esquecimentos.

(Alvaro de Campos)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Cientistas japoneses criam técnica para 'rejuvenescer' óvulos de mulheres mais velhas


Cientistas japoneses desenvolveram uma técnica para rejuvenescer óvulos de mulheres mais velhas usando materiais de óvulos de mulheres mais jovens, produzindo bebês com duas mães e um pai biológicos.

A equipe do pesquisador Atsushi Tanaka conseguiu criar óvulos viáveis injetando o núcleo de um óvulo saudável em um óvulo cujo núcleo havia sido retirado.

Segundo os resultados da pesquisa apresentados em um encontro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva no mês passado, em Atlanta, e relatados na última edição da revista New Scientist, a técnica deve aumentar as chances de sucesso de tratamentos para fertilização in vitro em mulheres mais velhas.

Os cientistas do St. Mother Hospital, de Kitakyushu, retiraram os núcleos de 31 óvulos de mulheres que passavam por tratamentos de fertilidade e os injetaram com os núcleos de óvulos doados por mulheres com menos de 35 anos.

Dos 25 óvulos que se mostraram viáveis e foram injetados com esperma, 7 geraram embriões em estágio inicial, chamados blastocistos. A taxa de fertilização, de 28%, foi significativamente superior aos 3% conseguidos com óvulos que não haviam passado pela técnica de troca de núcleo.

Tanaka disse que o próximo passo da pesquisa será transferir esses blastocistos para o útero. "Se conseguirmos transferir esses novos embriões, acredito que a chance de sucesso (em produzir uma gravidez) seria alta", disse o cientista.

Doenças genéticas A técnica de troca de material do óvulo já havia sido tentada anteriormente em pesquisas que visavam evitar doenças genéticas raras.

Em 2001, uma pesquisa gerou polêmica ao tentar injetar citoplasma (conteúdo da célula à parte do núcleo) de óvulos de mulheres mais jovens em óvulos de mulheres mais velhas.

As principais objeções à técnica se referiam ao potencial para a geração de embriões com material genético de três pessoas diferentes, criados a partir de óvulos de duas mulheres, e à possibilidade de que crianças geradas com óvulos contendo mitocôndrias de mais de uma mulher pudessem desenvolver doenças relacionadas a falhas nessa organela celular.

Tanaka argumenta que sua técnica reduziria esse risco, já que o citoplasma, onde está a mitocôndria, viria de apenas uma mulher. Ele afirma ainda que 98% do DNA da célula está no núcleo, o que poderia aplacar os questionamentos morais sobre a técnica.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Ciência começa a abrir caminho para filhos biológicos de casais gays


Imagine um futuro no qual, quando alguém fizer aquele velho comentário de família sobre crianças fofinhas – “Nossa, é a cara do pai!” –, será preciso perguntar “Do pai número um ou do pai número dois?”.



A mera ideia parece coisa de quem tem um parafuso a menos. Mas, ao menos em princípio, não tem nada de impossível. A descoberta de que qualquer célula do nosso corpo tem potencial para retornar a um estado primitivo e versátil pode significar que homens são capazes de produzir óvulos e mulheres têm chance de gerar espermatozoides. Ou seja, casais gays, de ambos os sexos, podem ter filhos biológicos.

Reprogramação

Quem se empolga com essa possibilidade deve agradecer às chamadas células iPS (sigla inglesa de “células-tronco pluripotentes induzidas”), cujas capacidades aparentemente miraculosas estão começando a ser estudadas. Elas são funcionalmente idênticas às células-tronco embrionárias, que compõem o organismo de embriões com poucos dias de vida e conseguem dar origem a todos os tecidos do corpo humano, dos músculos do coração aos neurônios do cérebro.






As células iPS não passam de células adultas (extraídas da pele, por exemplo) que, em laboratório, são revertidas ao estado embrionário por meio de manipulação genética. A coisa funciona porque todas as células do nosso organismo carregam o mesmo conteúdo de DNA, possuindo, portanto, a mesma "receita" genética que dá origem ao corpo inteiro. O processo seria uma mão na roda para produzir tecidos sob medida para transplantes, sem riscos de rejeição (seria; ainda não foi testado para valer). Mas também abre a possibilidade aparentemente impensável mencionada acima.


“Os pesquisadores já conseguiram produzir espermatozoides a partir de células embrionárias. Nada impede que também consigam isso com as células iPS. E, se isso acontecer, o debate ético vai deixar no chinelo o que hoje existe em torno da pesquisa com embriões”, prevê o biólogo Stevens Kastrup Rehen, que estuda as células iPS na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Em falta

Em tese, para possibilitar o nascimento de bebês com o DNA de dois pais (ou de duas mães), bastaria obter amostras de células do casal e reprogramá-las para produzir o tipo de célula sexual “em falta” – espermatozoides no caso de mulheres, óvulos no caso de homens. Por causa da ausência do sistema reprodutor feminino, um casal de homossexuais do sexo masculino precisaria de uma mãe de aluguel para gestar seu bebê; já mães lésbicas poderiam decidir qual das duas daria à luz seu filho biológico.


Células marcadas com corante verde se tornaram capazes de diferenciação em virtualmente qualquer tecido.

Por incrível que pareça, homens teriam, em tese, chances iguais de gerar filhos de ambos os sexos, enquanto mulheres só poderiam engendrar mulheres. A explicação está nos cromossomos sexuais, estruturas que determinam o sexo em mamíferos como nós. Meninas têm dois cromossomos X, enquanto meninos possuem um X e um Y. Assim, a junção de um X de cada mãe só poderia levar a uma mulher (XX). Uma forma de contornar isso seria inserir artificialmente um cromossomo Y no DNA de uma das mães. "Nesse ponto ainda estamos no campo da ficção científica. Trata-se de algo bem difícil", diz Rehen.



Além desses detalhes, existe uma importante complicação adicional. É que trechos do DNA das células sexuais ficam marcados quimicamente, indicando quais genes vieram do pai e quais vieram da mãe. Essa marcação é essencial para o desenvolvimento correto do bebê. Segundo Rehen, esse “certificado de origem” desaparece quando a célula original é reprogramada. Não se sabe se um óvulo criado a partir de células masculinas vai continuar com a marcação tipicamente masculina ou ganhará “traços” femininos.


Enquanto os cientistas não aprenderem a controlar isso com precisão, a técnica provavelmente será tão arriscada e ineficiente quanto a clonagem, exigindo centenas de fecundações, bem como gestações de alto risco para a mãe e para o feto. É uma barreira considerável – mas está longe de ser eterna ou insuperável.

Iara Bernardi é ex-deputada federal pelo Partido dos Trabalhadores em São Paulo (PT), seu nome surgiu no cenário político nacional quando em 2004 ela apresentou o PLC 122, que visa criminalizar a homofobia em todo o território nacional. Desde a sua apresentação na Assembléia, uma guerra ideológica foi iniciada entre as bancadas fundamentalistas e as progressistas.
Mesmo tendo sido a autora de tal lei, a ex-deputada não conseguiu se reeleger em 2006 e, sobre isso, ela dispara. "A comunidade LGBT não se mobilizou para ajudar eleger pessoas que defendem esse tema. Votou em quem afinal, no Clodovil?".Também falou sobre o trabalho da senadora Fatima Cleide (PT-RO), atual relatora do PLC 122, que classifica como "ótimo". Em entrevista ao site A Capa, a ex-deputada falou sobre a Parada gay e a sua visibilidade, e faz ainda duras críticas ao movimento LGBT que, apesar de considerá-lo "despolitizado e desorganizado", acredita que "ele [o movimento] está se politizando na medida em que as Paradas assumam temas políticos". Confira a entrevista na íntegra.
Acredita que em 2009 o PLC 122 seja aprovado?
Sim
Tem acompanhado o trâmite do projeto?
Tenho. A senadora Fátima Cleide está fazendo um ótimo trabalho e, após dois anos como relatora ela chega a um impasse que é a respeito de se fazer ou não acordo. A bancada evangélica tem problema com dois itens da lei: a questão da liberdade de expressão e da identidade de gênero. Não deve mudar. Imagina retirar a identidade de gênero do texto, esse é o eixo do projeto, sem isso não tem sentido aprovar a lei. E acredito que a senadora não está inclinada a fazer acordo.
O que a senhora tem a dizer quanto a declaração do senador Marcelo Crivella de que o PLC 122 é uma "excrescência e que fere a liberte a de expressão"?
É um absurdo, ele compara os homossexuais aos pedófilos, diz que a lei vai anistiar estes. Enfim, ele fala muita bobagem e é impressionante que um senador fale essas coisas e continue lá.
De onde surgiu a idéia do projeto?
O projeto é fruto de uma articulação com mais de duzentas pessoas. Entre elas, os parlamentares que formam a Frente Parlamentar pela Livre Expressão Sexual. A ABGLT definiu que esse projeto [PLC 122] com relação a homofobia era prioritário. Há muita coisa que se fala no Senado a respeito da inconstitucionalidade que não tem nada a ver. Quando um projeto passa pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) é uma prova de que ele é constitucional. Já houve um texto substitutivo que contemplou todos os questionamentos a respeito da constitucionalidade. O que acho engraçado é que na Câmara dos deputados não houve uma grande manifestação contrária ao projeto, talvez tenham se descuidado não acreditando na aprovação. Agora é no Senado é que jogam as fichas pela não aprovação, paralisaram o projeto.
Como a senhora vê a mobilização do movimento LGBT em torno do PLC 122?
Eles deveriam estar mais presentes e ativos no Senado. O projeto está lá, eles deveriam infernizar a vida dos parlamentares. Para aprovar o projeto é necessário esse apoio.
Na situação atual, o projeto corre o risco de ser engavetado?
É lógico. Não se coloca em pauta, está claro também que a relatora não fará modificações, então, a partir disso tem que pressionar o presidente do Senado para que ele coloque em pauta [o PLC 122] e que se faça uma mobilização de convencimento dos senadores.
Acredita que esse projeto corre o risco de acabar igual ao PL da Marta, ficar doze anos a espera de votação?
Não. Acredito que tem chances de ser aprovado. Como não é período eleitoral, tem que aproveitar e pressionar os senadores, senão depois entramos novamente em período de eleições e os senadores entram em campanha, aí temos outra paralisação. 2009 é o ano. Temos que aproveitar esse governo que criou o 'Brasil Sem Homofobia'. Por isso, digo que temos chance de aprová-lo, mas para isso tem que haver a mobilização do movimento e pressão em cima do Congresso. E no Senado, por ter um número menor [de parlamentares] fica até mais fácil se fazer pressão.
As Paradas ajudam a dar visibilidade a causa?
Claro, ainda mais quando as Paradas adotam temas políticos. Quando participei da Parada adotou-se o tema da homofobia.
Em 2009 a Parada de São Paulo vai focar novamente o tema na homofobia e na aprovação do PLC 122.
Muito bem, ela ajuda inclusive na discussão dentro do parlamento.
Criminalizar a homofobia, é o caminho que se teve para criminalizar o racismo?
Sem dúvida. Nós estamos acrescentando a homofobia dentro da chamada Lei do Racismo, que é a lei da discriminação, e o que marcou a lei foi a questão do racismo e hoje todo mundo conhece, a pessoa hoje até pode ser racista mas ela não pode se manifestar em público. Não se quebra o preconceito com uma lei, mas você reprime. No caso da homofobia é a mesma coisa, eu penso que as pessoas vão se policiar mais, assim como a lei Maria da Penha.
Hoje a senhora é a representante do MEC em São Paulo. O que pensa do ensino da diversidade sexual nos colégios públicos e privados?
Isso já existe, em temas transversais ele já é tratado. A própria secretaria nacional de Direitos Humanos fez material didático para ser distribuído entre as escolas. Mas também é importante ressaltar que você não sensibiliza a cabeça de professor e diretor de um dia para o outro.
A senhora é a autora do PLC 122 (que visa criminalizar a homofobia em todo o território nacional). Gostaria de saber se quando a senhora tentou a reeleição, e não conseguiu, ficou chateada. Acredita que faltou apoio da comunidade gay em torno do seu mandato?
Esse foi um grande trabalho que fiz no Congresso e que não teve nenhuma significância em votos. A comunidade LGBT não se mobilizou para ajudar eleger pessoas que defendem esse tema dentro do congresso, que foi o meu caso e de outros deputados. Acontece que os adversários fundamentalistas fizeram campanha com o meu nome, hoje estão fazendo contra a senadora Fátima Cleide. Na época, diziam que essa lei é do diabo, até hoje os evangélicos falam do meu nome. Então, a comunidade LGBT votou em quem afinal?
A senhora crê que o movimento LGBT é despolitizado?
Ele é despolitizado, mas eu acho que ele está se politizando na medida em que as Paradas assumam temas políticos. Falta organização, por exemplo, para eles entenderem que é preciso eleger parlamentares que defendam a causa. Todas as classes elegem pessoas que vão defender os seus interesses, então é preciso que a comunidade LGBT faça o mesmo. Para você ter uma idéia, eu tive menos votos em São Paulo na segunda eleição do que na primeira, isso depois que aprovamos a lei. Votaram de fato em quem, no Clodovil?
Quando a bancada evangélica diz "se vocês retirarem a identidade de gênero nós votamos a favor", dá pra confiar?
Não. Por que retirar a identidade de gênero? Se isso acontecer a lei vai ficar incompleta, você é respeitado pela sua identidade de gênero, ponto. Esse é o fundamento maior da lei. Eu tenho uma identidade biológica e uma de gênero, o projeto foi construído a partir disso. Os evangélicos e católicos estão fazendo um papel de impedir qualquer avanço nesse campo.
Com o PLC 122 aprovado, abre-se precedentes para outras leis?
Qual era a nossa estratégia: primeiro criminalizar a homofobia e depois partir para a união civil. Está claro que eles [católicos e evangélicos] não querem a aprovação de nenhuma lei. Quem vai obrigar a igreja católica a fazer casamentos? Ninguém vai. Como também ninguém vai obrigar os evangélicos a fazerem casamentos, que é o que eles dizem. Eles não serão obrigados a nada. Tem a outra questão quanto a liberdade de expressão. A liberdade de religião eles têm, está dada. O que nós queremos é o Estado Laico. O que não pode mais acontecer são esses discursos raivosos, homofóbicos e violentos.
Por Marcelo Hailer 25/11/2008 - 13:13
Link para esta matéria no site da revista "A Capa":

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Canção das mulheres


Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.

Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.

Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.

Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.

Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.

(Lya Luft)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Isso pra mim é amar



Meu amor é seu.
Assim como o meu coração.
Só vejo que o tempo que vamos convivendo dia após dia, fortalece esse amor avassalador e constante.
Não tenho porque negar-me ou negar-te esse presente que vem diretamente da minha alma, do meu estado de espírito natural do qual hoje vc faz parte.
Amo você demais!
Amo-te mais que o maior signicado da palavra amor, mais que o mais divino que essa palavra traz.
Cada célula do meu corpo, hoje entende esse estado atual do meu organismo. Sei que os estímulos neuronais enviados aos meus músculos, aqueles que mandam em mim e em cada decisão, hoje já não precisam mais mandar, pois sou sua, de graça, inteira, por completo.
Pensar numa possível distância nos separando me provoca dores isquêmicas, pulsantes e agudas. As células começam a ficarem agitadas como num estado de sepse, meu corpo entra em febres e delírios.
Amo-te, meu amor, minha vida. Amo-te hoje, amanhã e sempre.
Pois hoje eu sei que a minha vida nunca mais será a mesma se esse enlace que hoje existe romper-se por qualquer razão.
Quero ter sua pele na minha, seu olhar no meu olhar e seu coração sempre pulsando ao ritmo do meu.
Isso pra mim é amar!!!!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Mulheres e Mulheres


Esse vídeo foi feito por mim, praticamente na mesma época que eu começava a "sair do armario" (rsrsrs). Fui sentindo orgulho de ser mulher, de ter me apaixonado por outra mulher e como realmente é possível existir uma complementação nessa relação.
Ser mulher e amar uma mulher pode ser ou não uma questão de escolha.
Existem pessoas que já nascem desejando pessoas do mesmo sexo e outras que apesar de já terem provado do sexo oposto, desistem e se acham em outros corpos. Corpos esses, mais semelhantes aos seus.
Me lembro quando eu resolvi só experimentar, me disseram:
"Cuidado, uma vez que você ponha um pé, no dia seguinte estarás de corpo inteiro!!!!"
Verdade que hoje eu prego como absoluta!
Ao estar com uma pessoa "que fala a sua língua", que sabe exatamente o que o seu corpo pede, você ganha em qualidade, em quantidade e em tempo! Os orgasmos se tornam múltiplos, intensos e looooongos!!! Nossa!!!! Bom demais!
Uma mulher conhece as curvas do corpo de outra mulher, conhece o gemido de quando está bom, ou quando é melhor dar uma decidinha! (rs)
Fazer amor com uma mulher, realmente significa fazer amor, pois ganhamos também nas preliminares, onde as mulheres mostram sua criatividade de todas as maneiras possíveis:
Algumas vestem aquela lingerie branca e dança num motel com plena luz negra acessa, enquanto outras preferem acender velas e dançar dança do ventre no escuro, e exitem aquelas que adoraaaaammm derramar a parafina quente no corpo da outra enquanto assiste ela gemer de prazer sem nem parar pra pensar na contradição da dor e do prazer!!!
Hoje eu posso dizer que gosto de mulheres, gosto de conhecê-las, de entrar em seu mundo, de vivê-las, do seu gosto, da sua voz, da sua textura!
Isso, realmente é incomparável!!!!